Douro reabre as portas ao turismo

As unidades hoteleiras do Douro começam a reabrir em maio proporcionando aos visitantes dias de “isolamento” em paisagens de vinhas e rio, atividades ao ar

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15 MAI 2020 Voltar
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As unidades hoteleiras do Douro começam a reabrir em maio proporcionando aos visitantes dias de “isolamento” em paisagens de vinhas e rio, atividades ao ar livre e apostando num reforço das medidas de higiene e segurança.

O Douro turístico fechou-se em março por causa da pandemia, numa altura em que estaria a arrancar a época alta na mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo. Os cancelamentos e adiamentos das reservas sucederam-se e os hotéis fecharam as portas.

Agora, verifica-se uma reabertura gradual das unidades hoteleiras, restaurantes e lojas de vinho e há quem esteja a optar pelo funcionamento em regime de exclusividade. Os planos de retoma da atividade passam pela implementação de rigorosas medidas de higiene e segurança por causa da covid-19.

A Quinta do Vallado reabre hoje a Casa do Rio Wine Hotel, em Vila Nova de Foz Côa, a Quinta da Pacheca, em Lamego, na segunda-feira e a Quinta da Salada, também em Lamego, no dia 1 de junho. Todas elas já têm reservas feitas por portugueses.

 

A importância determinante do mercado interno

“Não podemos estar parados. Temos de reabrir, mostrar às pessoas que estamos cá e estamos preparados, que tomamos todas as medidas necessárias e que o nosso cliente se pode sentir seguro”, afirma Cláudia Ferreira, diretora de turismo da Quinta do Vallado.

Também Leonor Osório, da Quinta da Salada, afirma que “não era comportável” continuar de portas fechadas.

Sandra Dias, diretora-geral adjunta na Quinta da Pacheca, diz que as “pessoas estão com muita vontade de sair de casa” após os meses de confinamento e que as reservas estão a chegar para maio e meses seguintes.

Na Quinta do Vallado, a opção passou por reabrir primeiro a loja de vinhos virada para a rua na propriedade situada perto do Peso da Régua, entre vinhas e junto aos rios Douro e Corgo.

O Wine Hotel Casa do Rio, com seis quartos e duas suítes, em Vila Nova de Foz Côa, abre hoje e depois, a 29 de maio, os 13 quartos do Wine Hotel do Vallado.

Depois de anos de uma forte aposta nos turistas internacionais, o Douro aponta agora para o mercado interno. “Temos de nos readaptar”, salienta Cláudia Ferreira.

A proposta do Vallado passa pelos hotéis pequenos e mais reservados, com quartos virados para o exterior, refeições ao ar livre, piqueniques e reforço de atividades como banhos nas piscinas, ou nos tanques existentes na propriedade do Douro Superior. A adaptação à nova realidade exigiu a formação dos funcionários e passou também por submeter uma candidatura ao selo do Turismo de Portugal “Safe & Clean”.

 

Quinta da Salada oferece exclusividade

Do outro lado do rio Douro, na Quinta da Pacheca, localizada em Cambres, concelho de Lamego, ultimam-se os preparativos para a reabertura, na segunda-feira, do restaurante, da loja de vinhos, dos 15 quartos do Wine House Hotel e das 10 ‘wine barrels’, suítes dentro pipas de vinho de grande dimensão e que são, neste momento, a opção mais procurada.

Na Quinta da Salada, também em Lamego, o serviço de turismo rural vai ser prestado em regime de exclusividade para cada família ou grupo. A propriedade tem seis quartos e um deles ficará reservado preventivamente para um caso suspeito de covid-19.

“Fizemos um inquérito nas redes sociais e achámos que era o mais indicado porque as pessoas estão com algum receio de se misturarem”, afirma Leonor Osório.

Desta forma é possível, reforçou, “garantir mais segurança para todos”, hóspedes, colaboradores e proprietários.

Para além do gel de desinfeção, luvas, máscaras e formação dos funcionários, foram também adquiridos aparelhos de ozono para higienizar os espaços.

“Garantem a desinfeção de 99,98% dos germes, covid-19, bolor, fungos, garantem que o quarto fica completamente higienizado”, explicou.

A propriedade possui uma capela, um burro, propõe provas de vinhos e a piscina é exclusiva para os hóspedes.

A unidade de turismo abriu em setembro e fechou em março. “Quando o Douro ia começar a ter hóspedes e tínhamos várias reservas, começaram a chover os cancelamentos. Comecei a ficar assustada com isto tudo e optei por fechar”, salienta Leonor Osório.

No Douro, muitos hotéis e unidades de enoturismo decidiram colocar os colaboradores em ‘lay-off’, estando agora a preparar-se para um regresso, faseado, à atividade que é uma das principais fontes de receita deste território.

 

(Fonte Lusa/DI, tratado por ASMIP)

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