Reabilitação “sustentável” é motor da

«A aposta na renovação de edifícios seguindo critérios de sustentabilidade é uma das medidas mais relevantes para fomentar a recuperação da economia no

Notícias Reabilitação “sustentável” é motor da retoma económica no pós-Covid
12 MAI 2021 Voltar
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«A aposta na renovação de edifícios seguindo critérios de sustentabilidade é uma das medidas mais relevantes para fomentar a recuperação da economia no pós-Covid» e, como tal, «é também uma das principais bandeiras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)», garantiu o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, na abertura da VIII Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa.

Subindo ao palco para dar a conhecer «o PRR e a aposta na Reabilitação Urbana», numa sessão que dominou a agenda da primeira manhã da SRU Lisboa 2021, que arrancou esta terça-feira em formato digital; o Ministro explicou «Portugal tem uma estratégia de desenvolvimento sustentável assente na transição energética, que implica a mobilização de todos e, em especial, do setor imobiliário».

Dando a conhecer os contornos do Roteiro de Neutralidade Carbónica 2050, o Ministro lembrou que «o parque edificado é responsável por uma fatia significativa do consumo final de energia, cerca de 30%, e por mais de 36% dos gases com efeito de estufa», pelo que «a descarbonização dos edifícios, associada à neutralidade energética é uma das principais linhas de atuação estabelecidas pelo Governo no Plano Nacional para a Energia e Clima (PNEC 2030)». Assim, «a profunda renovação do parque de edifícios existentes e a descarbonização dos seus consumos de energia, configura-se como uma medida fundamental para concretização dos objetivos em matéria de energia e clima, mas também para combater a pobreza energética».

As metas estratégicas definidas para o setor imobiliário no âmbito do PNEC 2030 estão preconizadas na ELPRE (Estratégia de Longo Prazo para a Renovação de Edifícios), que «tem como principal objetivo obter um parque edificado descarbonizado e eficiente energeticamente mediante a transformação dos edifícios existentes em edifícios quase nulos em termos de consumos». Através do PRR, a ELPRE «vai disponibilizar fundos de 610 milhões de euros destinados à eficiência energética e melhoria do desempenho ambiental nos próximos cinco anos, dos quais 300 milhões para edifícios residenciais e os restantes 310 milhões de euros para melhorar a eficiência energética nos edifícios de serviços, incluindo 240 milhões para imóveis da Administração Pública e os restantes 70 milhões para privados».

Salientando o efeito alavancado deste programa para o investimento privado, João Pedro Matos Fernandes concluiu, garantindo que a ELPRE «não só permite concretizar uma estratégia de longo prazo para a reabilitação urbana e a renovação energética do edificado, mas, vem também alterar o paradigma energético das últimas décadas na construção nova, contribuindo para o aumento da qualidade dos edifícios existentes e para o aumento do conforto das pessoas, além de gerar grandes ganhos em termos de eficiência energética».

 

Pandemia é oportunidade acelerar esforços públicos

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, também marcou presença no arranque da Semana da Reabilitação Urbana; deixando claro que «não podemos sair desta pandemia vendo agravados os problemas que já tínhamos em termos de sustentabilidade. E, um deles é precisamente o da habitação e dos preços, sendo muito importante dinamizar e acelerar os esforços que já vinham sendo desenvolvidos com vista a criar uma bolsa de habitação acessível em Lisboa».

Defendendo que «as classes médias que estudam e trabalham na cidade precisam de ter a oportunidade de também viver em Lisboa», Medina advoga que «a resposta não acontece apenas com a iniciativa privada, mas também através do desenvolvimento de políticas públicas que incentivem o investimento», convocando «para os próximos anos, toda a fileira da construção e do imobiliário para, em conjunto, resolvermos esse problema através da reabilitação urbana, mas também da construção nova, investindo numa oferta de habitação para arrendamento acessível dirigida à classe média e jovens, que não representem uma renda superior a 30% do rendimento líquido do agregado». Algo que, diz, «é um enorme desafio, e muito exigente, mas representa também uma enorme oportunidade para todos».

A par, «a eficiência energética e a descarbonização é o segundo grande desafio conjunto que se coloca hoje na cidade de Lisboa e à fileira privada que nela opera. Mas, uma vez mais, é também aqui que se abre uma enorme oportunidade ao investimento», remata.

 

(Fonte Vida Imobiliária, tratado por ASMIP)

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