Ser senhorio não é só lucro: custos a

Arrendar uma casa é, atualmente, uma importante fonte de rendimento passiva para muitas famílias portuguesas, num momento em que o setor imobiliário vive um

Notícias Ser senhorio não é só lucro: custos a ter em conta na hora de arrendar uma casa
17 OUT 2019 Voltar
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Arrendar uma casa é, atualmente, uma importante fonte de rendimento passiva para muitas famílias portuguesas, num momento em que o setor imobiliário vive um forte dinamismo e a procura está em alta, muitas vezes excedendo a oferta e permitindo cobrar rendas mais altas. Mas nesta equação do arrendamento, nem tudo é lucro. Há gastos a ter em consideração. 

Se tens uma casa para arrendar ou estás a pensar em investir no mercado imobiliário para arrendamento, o melhor é informares-te bem sobre os custos a enfrentar na hora de ser senhorio e leres este artigo preparado para o idealista/news pelo Doutor Finanças.

 

Imposto de Selo e IMI 

Por cada contrato celebrado com os inquilinos terás que pagar o Imposto de Selo. Este corresponde a 10% do valor de uma renda. O valor é apresentado pela Autoridade Tributária depois da comunicação do contrato. 

Anualmente deves também contar com o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), que corresponde à multiplicação da taxa do imposto estipulada para o ano corrente pelo Valor Patrimonial Tributário do imóvel.  

Se o VPT do imóvel (ou da soma de outros imóveis que tenhas) for superior a 600 mil euros, deves ainda considerar o Adicional ao IMI (AIMI). Trata-se de um imposto anual e adicional, que ficou conhecido como o “imposto Mortágua”. Já se o VPT do imóvel (ou do vários imóveis juntos) for entre 600 mil e 1 milhão de euros, o AIMI é de 0,7%. Entre 1 e 2 milhões deves pagar 1%. E se for superior a 2 milhões, o AIMI é de 1,5%.   

 

Taxa de IRS sobre renda 

O rendimento obtido através de arrendamento é tributado consoante a duração do contrato:

  • Menos de 2 anos: 28%; 
  • De 2 a 5 anos: 26%; 
  • De 5 a 10 anos: 23%; 
  • De 10 a 20 anos: 14%; 
  • Mais de 20 anos: 10%.  

Esta é uma despesa anual que deves considerar. Em situações pontuais é possível fazer a retenção na fonte de IRS ou IRC, nas rendas pagas pelo inquilino e depois fazer o acerto na declaração de IRS anual.  

 

Manutenção 

Apesar de não ser uma despesa formalizada, a manutenção do imóvel é uma despesa que deves considerar. Desde pequenos arranjos a obras de maior dimensão, pode sempre surgir alguma necessidade de intervenção que, em última instância, é da responsabilidade do proprietário.  

 

Condomínio  

Se o imóvel for um apartamento ou uma moradia em condomínio fechado, na lista de despesas com o arrendamento deves também contemplar o valor do condomínio. Na verdade, é um custo que sempre terias, como proprietário, mesmo sem ter o imóvel arrendado. Ainda assim deve entrar nas contas.

 

Despejos   

Este é um custo que ninguém deseja ter. Mas, imaginando o pior cenário de todos, sabe que para avançar com uma ação de despejo de inquilinos. 

Existem 2 escalões que são determinados pelo valor do procedimento especial de despejo (ou seja, a soma do valor da renda de dois anos e meio com o valor das rendas em dívida):  

  • valor do procedimento especial de despejo foi igual ou inferior a 30.000 euros: 25,50 euros 
  • valor do procedimento especial de despejo foi superior a 30.000 euros: 51 euros 

 

Gastos do crédito  

Se recorreste a um crédito habitação para comprar a casa que agora pretendes arrendar, tens que incluir todos os gastos associados nestes custos: a mensalidade, os juros, os seguros de vida e multirriscos.  

 

Custos para inquilinos 

Para os inquilinos, o único gasto adicional que pode existir para além da própria renda é o pagamento de uma caução. Está previsto no artigo 1076° do Código Civil que o proprietário possa pedir aquando a assinatura do contrato, o pagamento de uma caução de até dois meses do valor da renda.  

 

(Fonte idealista news, tratado por ASMIP)

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